30 de jun. de 2009

O tempo, o medo, o vento e a chuva em gotas frias
E a hora agora vira estranha em meu sorriso
Em meu sorriso o medo de todos meus segredos que tanto tento esconder

E na cidade escura e fria eu ando
Pensando tanto a seu respeito
Imaginando um fim...

E o tempo venta gotas em meus olhos
E a chuva lenta amarga e fria
Vazia pra mim, e ela ali

Que tantas vezes tentei apagar
Fugir de tudo em alguns segundos
Acreditar na minha pulsação

E agora aqui, seus olhos me dão um sentido
Lembrar em vão de tudo, um segredo
de um sorriso, indeciso...

P

Um comentário:

Lucio Salimen disse...

DUAS POESIAS

UMA SENSAÇÃO

colo meu coração no teu colo e empresto meu ar prestes a se ir
não prego aquilo que desprezo, prego amor sem pregos,
como voar sem asas e ser o aquilo que se cre, que se cria...

ah se eu pudesse..
ah se eu pedisse pra ela..
mas não penso nisso,
não posso aquilo.

e se o meu 'eu pudesse' fosse, o que seria do meu querer?
nao sei, não importa,
se importasse, certamente, esse verso teria um final mais romantico:
ah...meu bem querer, como eu quero sem poder

como é belo aquilo que se é,
mesmo sendo sem querer querendo
fico feliz com a liberdade disso tudo

e aqueles surdos que sentem musica, e os outros, segos que cheiram cores
estariam eles loucos, enfim? imagina..
seria ínfima sua sensação que lhes desprendesse o gozo de sentir o gosto?
ou seria grande a imaginação do Grande que explica em linhas tortas o que não se explica em linhas retas?

ahsxquira!!! enterra no meu colo, cola em minha testa,
se afunda em minha terra, transborda verdade em mim.

desabrocha coisas boas, desenrola um mundo novo
me faz não negar, nesse ponto, o desencontro
como qualquer outro encontro de luzes que se beijam!

no caminho, de valor a esse moço que foi indo,
num valor de estar sozinho,
e ainda de encontrar-se num casal
dentro dum ninho quentinho.

entregua toda sua horta,
o ar da sua hora agora à
luisão de achar-se na existência.


A FLOR DE LUZ

Desconhecido.
Aquele que atravessa a mesma rua tua
em meio a multidão sem nome.

Inalcançável é conhecer-me todo.
Venho de um estar bem antes da tua morada.
Donde venho? Quem eu sou?

Um outro, um novo não sabido.
Uma companhia que não se resolve por inteira.

Dos que não me reconhecem e seguem seu caminho sem notar-me
penso que há sim, um descompromisso bom nisso.
Como é bom poder esconder-me diante de seus olhos.

Vivo sem existir para eles.
Para mim existem sem viver.

Caminho...
poderia passar o dia contanto estrelas cujos brilhos negam-me ou desconhecem.
A noite, conto pessoas brilhantes em seus contentamentos,
as quais esqueceram que estou sempre aqui
radiante para elas.


para Pablo,
de Lucio Salimen.